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Gastronomia

É a gastronomia que inspeciona os homens e as coisas, para transportar de um país a outro lado o que merece ser conhecido, fazendo que um festim cuidadosamente organizado seja como um resumo do mundo, em que cada parte comparece por intermédio de seu representante.

Brillat Savarin, em A Fisiologia do Gosto

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Colatina é Massa!

Herança da colonização italiana, o capeletti é um dos tesouros gastronômicos
mantidos pelas comunidades de descendentes na região.


Vanete Piedade dos Santos Arrigoni
Matéria gastronômica na revista AG- 01/01/2012 do jornal A GAZETA/ES.
Sou da família Piedade dos Santos, de Colatina, e meus primeiros mestres gastronômicos foram meus pais, Glicério e Zuleika. Com eles, aprendi a respeitar os alimentos e prepará-los com muita alegria e sabedoria. E essa paixão pela gastronomia sempre me acompanhou. Casada com um descendente italiano, passei a viver em bairros de grande concentração dessa colônia na Princesa do Norte capixaba. E, ali, descobri o capelete, uma das faces da cozinha colatinense.
Colatina é composta por mais de 70% desses descendentes italianos. E esse é o meu laboratório.
A palavra "capelete" origina-se do italiano"capelletto" e, no plural, é"capelletti", tendo o significado de "chapeuzinho", em português. Há outra terminologia, o "agnolim", que significa "carneirinho", para o mesmo tipo de massa, entretanto, com recheio diferente.
Em Colatina, as duas terminologias são usadas nas famílias italianas, no entanto, o mais usado é mesmo capelete. Esse prato surgiu há muito tempo, na Itália, e foi introduzido no Brasil pelos imigrantes daquele país. A massa fresca pode ser recheada com carne de boi, frango ou suíno, queijo ou com outros ingredientes.
Além de ter a função de alimentar, o capelete representa a memória gustativa por meio da recepção e do entendimento entre os povos. Isso para tornar mais fácil a compreensão e a dedicação dessas mulheres que produzem essa massa recheada em suas cozinhas e, também, em uma fábrica da cidade.
É por esse meio que elas mantêm ou deixam morrer o elo profundo e forte para com o país de seus ancestrais. Existem nesse universo várias formas de fazer e preparar o capelete, dependendo do gosto de cada pessoa, de suas crenças, suas memórias e identidades culturais.
Devemos considerar ainda as transformações que acontecem na cozinha, pois nesse ambiente encontram-se os elos de novidade e inventividade da sociedade. Logo, essas mudanças são aceitas pela tradição, e, naturalmente, criam-se novos modelos que carregam os traços de transição com marcas tradicionais das cozinhas anteriores.
Sendo assim, é necessário, valorizar, incentivar e fortalecer a cozinha regional para que haja o reconhecimento das artes culinárias existentes na cidade de Colatina em prol do crescimento gastronômico e turístico da região noroeste através dessa iguaria chamada capelete.

Convívio em torno da mesa

A cultura gastronômica é um elemento determinante na integração entre as pessoas porque as instiga ao convívio prazeroso, harmônico e até especial de relações diversas. Assim tem sido ao longo da história de encontros e desencontros entre os povos. E assim também foi com a minha família.
Foi num ambiente animado e festeiro de encontros dominicais e datas mais expressivas- como os almoços para os amigos, aniversários e casamentos- que meus pais, dois grandes cozinheiros, organizavam e executavam com grande maestria essas comemorações.
Todos os filhos ajudavam na preparação desses banquetes memoráveis, repletos de pratos bem preparados e cheios de técnicas. Eu só soube identificá-las mais tarde, tal como o court-bouillon(água, sal e temperos em fervura, para cozinhar peixes) e, também, na utilização do cozimento de um prato que necessita desse caldo, acrescentado de legumes.
A paixão pelo ato de cozinhar foi aguçada, portanto, desde a adolescência, cheia de histórias. Numa delas, precisei de uma receita de feijoada em um intercâmbio estudantil nos Estados Unidos. Naquele período, sem internet e redes sociais, minha mãe me enviou o caderno de receitas da família pelo correio. Mas havia uma condição: ela determinou que as valiosas anotações fossem reenviadas tão logo eu as tivesse utilizado. A feijoada, apesar de não ter todos os ingredientes, foi um sucesso.
Foi na cozinha que eu me reinventei e nela nasceu a cozinheira e, agora, também, pesquisadora gastronômica que sou. Apaixonada pela arte que é capaz de entrelaçar muitas culturas por meio da memória gustativa, ou do simples prazer de descobrir curiosidades do paladar. Na busca de nossas origens, de nossos valores, de nossos posicionametos e da visão de mundo para contar os segredos e as minúcias da preparação da comida que vem lá dos nossos antepassados.

Receitas de capeletti

Capelete recheado com damasco, nozes, ricota e queijo pecorino
.Caldo de galinha
.Faça um caldo de carne de galinha com uma cebola branca. Deixe cozinhar bastante e, depois, coe esse caldo. Coloque-o novamente em uma panela e deixe-o ferver. Acrescente 500 gramas de capelete e deixe cozinhar por 10 ou 15 minutos. Observe o cozimento para não deixá-los estourar. Escorra a massa num escorredor. Reserve.
Dica: O caldo pode ser reaproveitado na sopa de capelete(capeletti in brodo).
Numa frigideira grande, acrescente duas colheres de manteiga sem sal e uma colher colher de sopa de azeite extravirgem em fogo médio. Acrescente 500 gramas de capeletti e dê puxadas. Depois, coloque as folhas de sálvia fresca, inteiras ou levemente picadas. Finalmente, ajuste o sal. Incorpore 1/2 xícara de ervilhas frescas(opcional). Sirva quente com lascas de queijo parmesão de boa qualidade.
Harmonização: Vinho Manet Estate Collection
Carménère Reserva 2010.
Notas de degustação: De cor totalmente púrpura, este vinho apresenta aromas de especiarias, onde se destaca a pimenta negra, cerejas maduras e café. Em boca é um vinho muito amigável, balanceado com taninos redondos de bom volume, que proporcionam um final longo e agradável.
 
Capeletti na manteiga com sálvia

Capelete frito
Numa panela funda, coloque o óleo em imersão para esquentar até atingir a temperatura alta(180-200ºC). Acrescente 500 gramas de capeletti congelado e deixe fritar até que a massa fique dourada. Retire da panela com uma escumadeira e deixe secar sobre o papel toalha. Sirva imediatamente com queijo parmezon ralado.
Harmonização: Cerveja Pilsen bem gelada.
Capeletti frito

domingo, 8 de janeiro de 2012

Bolo dos Reis Magos


Ingredientes:
3 maçãs (picadas com casca)
½ xícara de açúcar mascavo
½ xícara de açúcar refinado
3 ovos
½ xícara de óleo
½ xícara de uva passa hidratada no vinho do porto por 3 horas
½ xícara de frutas cristalizadas
½ xic de farinha de castanha do Pará (ou de amêndoa)
½ xícara de damasco seco picado
1 colher de sopa de canela
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de bicarbonato
1 colher de chá de fermento em pó
Frutas secas picadas e lâminas de amêndoas para decorar


Modo de Fazer:

Pique bem as maçãs e coloque em uma travessa. Adicione os dois açúcares, os ovos, o óleo, as uvas passas, a farinha de castanha do Pará, o damasco e a canela e misture.
Em seguida a farinha de trigo, o fermento, o sal e o bicarbonato. Misture bem com uma colher de pau.
Passe bastante manteiga numa forma grande com furo no meio. O forno deve ser previamente aquecido.
Asse em forno 120 graus por aproximadamente 50 minutos. Faça o teste do palito para ver se ficou pronto.
Desenforme depois de frio e decore com pedacinhos de frutas secas e amêndoas.

PS: Essa receita é do chef Carlos Ribeiro e foi retirada do blog do Marcelo Katsuki.

Pudim de Queijo

Rendimento: 8 porções

INGREDIENTES
Pudim:
• 4 xícaras (chá) de leite
• 1 xícara (chá) de açúcar
• 1/2 xícara (chá) de amido de milho
• 200g de queijo parmesão ou gruyère ralado grosso
Caramelo:
• 1/2 xícara (chá) de açúcar
MODO DE PREPARO
Caramelize o açúcar numa forma de pudim média e espalhe no fundo e laterais. Reserve.
Leve ao fogo todos os ingredientes do pudim, mexendo sempre até engrossar.
Despeje na forma reservada. Leve à geladeira por 2 horas, no mínimo. Desenforme e sirva gelado.






Esse pudim de queijo é uma receita do site Gastronomia do UOL.
É uma delícia! Já fiz essa receita, aprovada!







































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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sal - uma substância vital

O pão e o sal são símbolos de paz e acolhida. Entretanto, hoje em dia, as pessoas o utilizam exageradamente sem pensar em suas consequências maléficas. Dessa forma, essas pessoas usam o sal de maneira exacerbada na preparação de bebidas, na água fervente de uma alguma cocção ou simplesmente, no enxague de um determinado alimento. Sendo assim, um grande disperdício dessa substância através da pia da cozinha. Na realidade, o sal merece um olhar mais apropriado. O consumo diário de 4-7 g de sal nos protege da desitratação e, além disso, sua composição química contém iodo e fluor. Esses elementos ajudam a combater a cárie dentária. Sabe-se que o sal desempenha um papel vital ao nos assegurar, é claro, com o uso moderado, as funções do coração, cérebro e estômago. Em outras palavras, o sal é essencial à vida.






sábado, 22 de outubro de 2011

Pôr-do-sol em Colatina/ES

                                                                                         foto de Edgar Gatti
Colatina é uma cidade calorosa e maravilhosa!
Deus nos ofereceu esse pôr-do-sol deslumbrante
nas cores brilhantes do rei Sol. Essa é a ponte que
interliga o centro da cidade aos bairros de São Silvano,
Maria das Graças, Honório Fraga e as cidades do norte
do estado do Espírito Santo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Seja útil e queira aprender sempre

Cozinha do interior de Minas Gerais


Raças


Encontro gastronômico em Serra/ES


Paella Valenciana

Grissini
Bruschetta
A criação é uma dádiva. Criar significa transformar, trabalhar, ajudar, ensinar ou realizar algo importante. Nessa linha de pensamento,  é necessário, criarmos sempre enquanto há vida. A criação dá ânimo e energia para que a nossa existência seja iluminada e ativa. Pode-se criar na arte, nas novas tecnologias, na literatura, na cozinha ou em qualquer outro campo científico. Ah! o trabalho nos dá direção. A cozinha ajuda-me a permanecer conectada às diversas culturas, suas histórias, suas crenças, seus alimentos, suas técnicas e, principalmente, nas pessoas que habitam cada parte de nosso planeta. Além disso, a cozinha nos permite o contato com adultos, jovens e crianças para que os conceitos não se estagnem, os choques de ideias e gerações se mesclem e diminuam os preconceitos. Portanto, ao entrar em harmonia com o processo criativo da cozinha corrompe-se o ócio em detrimento de uma alegria maravilhosa, o cuidado com o próximo e a propagação da vida.