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Gastronomia

É a gastronomia que inspeciona os homens e as coisas, para transportar de um país a outro lado o que merece ser conhecido, fazendo que um festim cuidadosamente organizado seja como um resumo do mundo, em que cada parte comparece por intermédio de seu representante.

Brillat Savarin, em A Fisiologia do Gosto

domingo, 4 de abril de 2010

Torta Capixaba


Por todos os cantos de Colatina, encontrei carros repletos de palmitos
in natura, vindos da Bahia e, também, de pequenas cidades do interior 
capixaba. Os preços variavam muito mas, o palmito, é um ingrediente
importantíssimo na preparação da torta capixaba. Dessa forma, ele não
pode faltar!
Essa iguaria capixaba,  foi criada pelos indígenas que usavam palmito 
misturado aos mariscos de nosso litoral.
Os portugueses, os descobridores, introduziram mais tarde, o azeite,
as claras em neve na cobertura, as azeitonas e o bacalhau. Surge
assim, a deliciosa torta da Semana Santa, isto é, a torta capixaba.
Há, portanto, outros dados que valem à pena comentar, como
atestou o chef francês Auguste Escoffier(1846-1935) que, em 1903,
afirmou: "graças aos portugueses, comemos bacalhau e eles 
foram os primeiros a introduzir esse peixe universalmente conhecido
e apreciado na alimentação".
Interessante é que o consumo de bacalhau em nosso país, aconteceu
em 1808, com a vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, devido
a perseguição de Napoleão Bonaparte. Assim, o bacalhau entrou de vez
na culinária brasileira, ora pois pois.
Após a introdução dos ingredientes trazidos pelos portugueses, na
torta capixaba,  a herança índigena retorna através da panela de barro.
Concordo com o apoio irrestrito às paneleiras de Goiabeiras porque
a tradição deve continuar com o trabalho artesanal dessas guerreiras.
Não é fácil!
A torta é de execução árdua porém, não pode faltar na Semana Santa.

Vamos a receita?

Na véspera, dessalgue o bacalhau ,
colocando-o de molho na água fria,
trocando a água 6 vezes.
Afervente o bacalhau em água limpa
por 15 minutos até que ele fique macio.
Eu retiro a pele antes e depois,
as espinhas.
Desfio-o bem fino e reservo.


 
Corte o palmito em pedaços pequenos
e coloque-o em uma panela com água
e 1 colher de chá de vinagre.
Dica: o palmito não ficará escuro.
Ferva até que o palmito esteja cozido.
Deixe-o escorrer bem.

Faça moquecas diferentes: de sururu,
2  postas de badejo, camarão e ostras.
Use azeite com cebola e alho picados,
tomates picados (sem as sementes),
o coentro, a salsinha e a cebolinha.
Deixe cozinhar por alguns minutos.
Reserve- as.

Em outra panela grande, aqueça o
azeite com a cebola e em seguida,
adicione o alho.
Acrescente o bacalhau moído ou
desfiado com o palmito moído e as
azeitonas. Adicione as moquecas
de peixe e dos mariscos. Misture
tudo, mexendo sempre até a água
secar e o refogado ficar consistente.
Verifique o sal.

                                                       Bata as claras em neve e junte as
                                                       gemas. Misture 2/3 dos ovos ao refogado.
 


Unte tabuleiros, ramekins ou panelas
de barro (é claro) com azeite. 
Coloque o refogado nos recipientes.
Cubra-os com o restante das claras
em neve. Decore com as rodelas de
cebola e as azeitonas.








Leve ao forno preaquecido
e moderado por 25 minutos
até dourar. Sirva com arroz
branco e azeite.




Bon appétit!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Delícias de Minas

                          


                             

A cozinha da região noroeste do Espírito Santo recebe influências de  várias outras cozinhas e, consequentemente, pela proximidade de Colatina com o estado de Minas Gerais, a cozinha mineira é muito apreciada pelos colatinenses.
É uma cozinha simples e conservadora, entretanto, difundida por todo o Brasil através do pão de queijo, os bolos e broas de fubá, os biscoitos de polvilho, o torresmo, o tutu de feijão, o lombo ou pernil assados, uai, são os representantes dessa maravilhosa culinária com pratos doces e salgados.

O casal de mineiros, Nilton e Maria Alice Rocha, trouxeram seus segredos culinários para Colatina.
Gente! Biscoitos de tudo que é jeito: de polvilho chimango (escaldado), 
queijo torcido, chá das cinco, nata, casadinho de goiaba,"Aimoré" de
araruta,limão, medalhão, crispim. 
São  tantos e tão variados, com nomes engraçados, que entre as cozinhas
regionais brasileiras é a que nos oferece o maior número de receitas, trem bão,
essa cozinha mineira!








Biscoito bundinha , assim ele é chamado, em Minas.
Aqui, em Colatina, chamamos de coraçãozinho hehehe!!







Pães caseiros (salgado e doce), integral com linhaça, farofa e canela,
rosca com uva passas, leite condensado.








Chic !  Biscoito "chá das cinco"








Bolo de abacaxi com ameixa. Delícia!








Casadinho de goiaba


Delícias de Minas
Rua Moacyr Avidos, 41  , Vila Nova, Colatina/ES
Telefones: (27) 37112684/ (27) 97105573 email:niltondarocha@hotmail.com

Até.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Banana Bread da Chez Pim




  
                                                       Hummm, que delícia de pão!


Ao acordar, fui visitar o blog da Chez Pim e olhe a receita deliciosa
de pão de banana que encontrei lá. Então, bôra prá cozinha.







Ingredientes:
5 bananas maduras
1 ovo batido
1 colher de sopa de requeijão cremoso ou iogurte
1/3 xícara (75g) de manteiga derretida sem sal
1 colher de sopa de café coado (forte)
2 colheres de sopa de rum ou uísque
3/4 xícara (150g) de açúcar granulado
1 colher de chá de pó royal
1 colher de chá de sal
1 1/2 xícara (175g) de farinha de trigo peneirada.


Pré-aqueça o forno a 175C. Unte uma forma de bolo inglês e molde a forma com papel manteiga.
Amasse as bananas, bata o ovo com o fouet (batedor) em outro bowl, acrescente a manteiga derretida, o café, o requeijão, o rum, o açúcar e a pitada de sal. Depois, coloque essa mistura, junto à banana amassada. Mexa bem, colocando a farinha de trigo aos poucos. Finalmente, acrescente o pó royal.

Dica:

Verifique o bolo com um palito e se o mesmo ficar limpo, isto é, sem a massa, é o momento de retirá-lo do forno.
Ah!! rsrsrsrs, eu fiz alguns modificações na receita original da Pim. 
Bon appétit!

terça-feira, 16 de março de 2010

Cozinharegionalnoroestees no DrinkdaModa














Representei a artesã Maria Augusta no evento
DrinkdaModa com muito prazer. Veja os trabalhos
maravilhosos dessa artista autodidata: Perfeitos!














Reencontrei a Juliana Dadalto: outra artista .
Nossa! tb fiz posse .... rsrsrsrs.















A Ju amou os trabalhos da Maria Augusta. Ela ganhou
essa flor linda.







E, portanto, assim foi o evento DrinkdaModa: cheio de novidades
e um resultado positivo, para dizer
que o ano que vem, a moda colatinense brilhará com Julianas, Marias Augustas, Lucianas e todas as mulheres que participaram desse momento mágico.
Cultive sua integridade com glamour e
muita personalidade!

terça-feira, 2 de março de 2010

Paella na casa dos Rocha



Início : higienização do alface

Todos trabalhando harmoniosamente e
com muita alegria.

Essas são as cozinheiras multiculturais. 
À esquerda, Nani Camata, depois, as irmãs
Dilma e Dilza Rocha,
Vanete Arrigoni e Carol, a nossa japonesa.





Mise en place: Paella à Marinera.
Esse prato da cozinha espanhola é
muito apreciado na grande colônia
de espanhóis no Brasil, Salvador, Bahia.



A panela utilizada para a preparação desse prato é paelleira, mas caso
não tenha a panela específica, pode-se usar uma panela larga, porém
não muito funda.

Receita - Paella à Marinera
Rendimento: 4 porções
Tempo de cozimento: 1h00min



Ingredientes:


150grs de arroz parboilizado ou arbório
200 grs de lula fresca em rodelas
200 de mariscos frescos
200 grs de polvo fresco, cortados em pedaços
400 grs de camarões pequenos e frescos sem casca e sem cabeças
10 unidades de camarões médios frescos com as cabeças e limpos
250 grs de filé de peixes (robalo, linguado ou cação) em pequenos cubos
1 cebola grande
3 pimentões pequenos (verde, amarelo e vermelho) cortados à julienne (em tiras) ou rodelas
5 dentes de alho bem picados em pedaços pequenos
1 colher de açafrão (amarelo)
azeite puro de oliva

Modo de preparo:


Separe os ingredientes em vasilhas. Lave-os bem para retirar a areia dos mariscos.
Tempere os ingredientes com limão, alho e sal.
Corte a cebola e os pimentões em rodelas.
O alho, bem cortado, em pedaços pequenos.
Em seguida, deixe sua paelleira aquecer em fogo alto com 1 dedo de azeite (sem levantar fumaça)
Quando sentir o aroma do azeite, refogue a cebola, o alho e os pimentões, por 5 minutos, utilizando uma colher de pau.
Primeiro, acrescente os mariscos até que eles tornem-se vermelhos. Então, coloque a lula em rodelas e o polvo cortado em pedaços.


Dica:

Cozinhe antes o polvo na panela de pressão com um pouca d'água, sal e uma cebola média.
Ao ouvir o ruído da panela de pressão, marque 5 minutos de cozimento e desligue a mesma.
Espere esfriar e corte o polvo em pedaços. Ele ficará macio. Reserve-o.


Mexendo sempre os ingredientes com a colher de pau, observará que a água dos mariscos surgirá e então, será o momento de acrescentar o arroz aos poucos.
Coloque 1 litro de água para esquentar e acrescente o açafrão. A água ficará de cor amarelada.
Deixe-a ferver. Quando a lula e os mariscos já estiverem na fase de pré-cozimento, acrescente o peixe em cubos e os camarões pequenos. Continue mexendo sempre. Adicione o polvo cortado em pedaços e acrescente a água quente até cobrir os ingredientes, Cozinhe por 20 minutos em fogo médio e não deixe de provar o arroz. Ele deverá ficar "ao dente". Adicione água para não queimar no fundo da paelleira. Doure os camarões (com cabeça ), médios e inteiros, em uma frigideira com manteiga ou azeite por 10 minutos. Eles serão usados para enfeitar sua paella!

Segundo Brillat-Savarin , quem recebe os amigos e não dá
uma atenção pessoal à refeição que lhes é preparada não é digno de ter
amigos.
Nosso encontro foi fantástico porque houve interação e , é claro, muito empenho na preparação da Paella à Marinera.














Mesa : a paella e a salada.











Finalização: colocando os camarões

                                                                                              
A brigada hehehe

Servindo a deliciosa paella!

Fazendo posse após o trabalho.



Chegou a hora : paella  à marinera., feita por um grupo maravilhoso
e que todos os finais de semana, se encontram para conversar,
ouvir samba, cantar, jogar buraco e refletir sobre a vida.
Vale à pena, principalmente, junto de seus amigos e familiares!
Até  o próximo encontro.









 






































































































sábado, 27 de fevereiro de 2010

Jardim, flores e temperos






















Jabuticaba: geléias, chutney e reduções.
















cebolinha verde















Hortelã: chás, temperos, molhos e sucos.
















salsa crespa: finalização de um prato.

 










alecrim: molhos,
temperos e massas
.

















Orquídeas.

















Nova perspectiva : orquídeas.














Manjerição: carnes, molhos e massas.


















Flores de graviola. O fruto serve
para sorbets, sucos e geléias.


Dica: Aproveite um cantinho em sua casa ou em seu
apartamento para plantar e cuidar de seus temperos e pequenas frutas. Essa
terapia acabará com o stress e a ansiedade. Além disso, seus pratos ficarão
deliciosos e charmosos.



Tchau.

Meu jardim

Nos momentos de reflexão, precisamos de um lugar
calmo e acolhedor. Eu escolho o meu jardim. Aqui encontro paz e equilíbrio.
Inicialmente, o local destaca-se pelo verde da grama, das cadeiras de
cineasta e
dos pequenos arbustos. A claridade do sol, os cantos dos
pássaros
e a imensidão
do céu, também, compõem esse cantinho
especial.
.














O jardim.








































Pimentas: para molhos, temperos e geléias.

















Manjerona: chás e temperos.


















Capim-alho: temperos e caldos.

















Patos selvagens e uma garça.
























Flor da sorte: trevo.

















Patos e trevos roxo e verde.



















Orquídeas brancas e lilases.



















Muita paz nesse jardim.

Até.